Resenha: Miniaturista por Jessie Burton

Resenha: Miniaturista por Jessie Burton

Nota: ★★☆☆☆

Recomendado: Não

Gêneros: Mistério, romance histórico, realismo mágico

Este livro foi publicado em 2014, e desde então tenho ouvido muito burburinho sobre ele, sobre como ele é tão único e a história encantadora. A capa certamente é fantástica, e devo confessar que ela e a promessa de um romance de realismo mágico e mistério me atraíram para este livro. A história é sobre Nella, uma jovem de 18 anos que se muda para Amsterdã no ano de 1686, após se casar com um homem vinte anos mais velho, Johannes Brandt. De presente de casamento ela recebe do marido uma casa de bonecas, e Nella resolve contratar um miniaturista para decorá-la. Porém, as miniaturas que ela recebe são cópias perfeitas da realidade dela, incluindo itens que ela não havia encomendado – quem é essa pessoa enigmática, e como ela sabe tanto sobre Nella? Ao mesmo tempo em que tenta desvendar isso, Nella tenta se adaptar à vida em Amsterdã e sua nova família, que parece tão cheia de mistérios quanto o miniaturista.

Esse livro tem grandes promessas, e é o primeiro romance publicado por Jessie Burton. Eu gosto de ser um pouco mais branda na minha crítica com os primeiros livros de autores, mas há muitos elementos nesse livro que me incomodaram e eu realmente tentei gostar dele, mas não consegui. Os personagens pareciam mais caricaturas, e a história variava entre entediante e chocante de forma desigual.Além disso, a escrita pareceu amadora demais com um estilo muito enfeitado, como se a autora houvesse passado tempo demais pensando em cada frase.

As melhores qualidades do livro incluem o fato de que ele realmente tem uma leitura muito fácil e é muito difícil de parar de ler uma vez que se começa. A autora certamente conseguiu invocar a aura de mistério que o livro promete, um thriller com o cenário muito único de Amsterdã.

O início parece ter sido retirado de Rebecca, de Daphne du Maurier, como se Burton houvesse acabado de lê-lo e pensou “ok, esse foi um livro ótimo, mas e se o segredo de Maxim de Winter fosse… outro??”, e então ela escreveu O Miniaturista. Além disso, há muitos mistérios nesse livro que são deixados em aberto, e o final parece pouco sastisfatório. A construção de tensão durante a história parece inflar e inflar, porém o final é mais como um balão murchando do que uma explosão. Há poucas respostas e muitas perguntas em aberto. Infelizmente esse vai ser um livro que não vou recomendar.

Conclusão: O livro tem um toque de amadorismo que é presente demais e incomoda a leitura. Por conta disso e da forma como os mistérios apresentados no livro são deixados sem solução ou com soluções insatisfatórias, não vou recomendar esse livro. Caso você esteja interessado em realismo mágico, recomendo Cem anos de solidão de Gabriel García Márquez. Para um mistério com toque de romance histórico recomendo O Códex 632 de José Rodrigues dos Santos.

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